Anteprojeto, ante-projeto, antiprojeto ou anti-projeto??

Primeiramente, vamos analisar os prefixos:
Ante – ideia de anterioridade, aquilo que vem antes.
Anti – ideia de contrariedade.
Assim, como nenhum arquiteto, engenheiro ou projetista fará algo “contra” o projeto, já podemos descartar o prefixo “anti”.
E agora?? Com ou sem hífen?? Anteprojeto ou ante-projeto?? Com os prefixos ANTE, ANTI E ARQUI, só podemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r” ou “s” como, por exemplo: anti-horário, arqui-rival e ante-sala.
Portanto, o correto é: ANTEPROJETO!!
E o que seria um anteprojeto?? 
De acordo com a NBR 6492 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1994), anteprojeto é a fase da “definição do partido arquitetônico e dos elementos construtivos, considerando os projetos complementares (estrutura, instalações, etc>). Nesta etapa, o projeto deve receber aprovação final do cliente e dos órgão envolvidos e possibilitar a contratação da obra.”
(Fonte da imagem: eng. Antonio Scheffer)
Durante o anteprojeto, geralmente desenvolvemos os seguintes documentos: 
- situação; 
- plantas, cortes e fachadas; 
- memorial justificativo, abrangendo aspectos construtivos;
- discriminação técnica;
- quadro geral de acabamentos;
- documentos para aprovação em órgãos públicos;
- lista preliminar de materiais.
Em alguns projetos, é também nesta fase, que solicitamos um custo estimado da obra para a construtora ou empreiteiro a fim de ajustar o projeto às possibilidades financeiras do cliente. 
É claro que os documentos entregues durante a fase de anteprojeto variam de um escritório para outro. Eu já trabalhei em um escritório que, do estudo preliminar partíamos direto para o projeto executivo, pulando o anteprojeto. Mas, como disse, isso varia de escritório para escritório, de projeto para projeto.
Então, lembre-se: na hora de entregar o próximo anteprojeto para o professor ou cliente, nada de hífen!!!

Até a próxima!!!

REFERÊNCIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro, 1994. 27p. Disponível em: <http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/kelly/materiais/NBR6492.pdf>. Acesso em: 16 set. 2013

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